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Adultização – A recente viralização do vídeo “Adultização”, do influenciador Felipe Bressanim Pereira, o Felca, causou um debate nacional sobre a proteção de crianças e adolescentes contra a exposição inadequada na internet. Diante da repercussão, o governo federal e o Congresso Nacional anunciaram esforços para criar e aprovar leis que punam a exploração da imagem de menores nas redes sociais.
No vídeo, Felca denuncia a prática de monetização por meio da exposição de crianças em conteúdos com conotação sexual. Ele destaca casos como o do produtor Hytalo Santos, responsável por um reality show digital em que menores aparecem em situações como beijos e danças com conotação sexual.
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Felca também demonstrou como os algoritmos das plataformas promovem rapidamente esse tipo de conteúdo, amplificando seu alcance e incentivando a criação de mais materiais semelhantes.
Em resposta à pressão social, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), afirmou que o Legislativo está mobilizado para tratar do tema com urgência. Segundo ele, há diversos projetos protocolados na Casa voltados à proteção digital de menores, e uma reunião com líderes partidários está marcada para definir quais propostas avançarão para votação. “Esse é um tema urgente, que toca no coração da nossa sociedade”, disse em suas redes sociais.
O governo federal também se posicionou sobre o assunto. Rui Costa, ministro da Casa Civil, anunciou a intenção de enviar ao Congresso um projeto de lei para regulamentar as redes sociais, atribuindo responsabilidade às plataformas digitais pela circulação de conteúdos criminosos.
O ministro criticou o papel das empresas, que, segundo ele, lucram com a disseminação de conteúdos prejudiciais à saúde mental e física de crianças, adolescentes e mulheres. “Não podem ganhar dinheiro facilitando o crime”, defendeu em entrevista à rádio Alvorada FM, da Bahia.
As denúncias trazidas por Felca ainda alertam para o perigo de predadores sexuais que atuam nos comentários das publicações, indicando links e canais em aplicativos para troca de material ilícito envolvendo menores.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/Illiabondar)
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