As novas ferramentas de IA que estão transformando o futebol
IA – A Inteligência Artificial (IA) se tornou um recurso indispensável dentro e fora dos campos de futebol. A tecnologia já é fundamental para técnicos, comissões técnicas e árbitros, atuando no bem-estar dos atletas, na evolução das partidas e até na análise de oponentes.
Embora os sistemas inteligentes não substituam o conhecimento humano, esse mercado avança a passos largos, prometendo transformar o esporte. Dados do Allied Market Research apontam para uma expansão superior a 13 vezes no período entre 2022 e 2032.
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Diante desse cenário, confira como a IA impacta a saúde dos jogadores e as estratégias de jogo nos últimos tempos, além de seu funcionamento prático.
A IA desempenha um papel crucial antes e durante as partidas, fornecendo ‘insights’ valiosos sobre o rendimento dos atletas. Plataformas especializadas avaliam passes e chances de gol, gerando relatórios detalhados para os comandantes. Esses dados permitem ajustes estratégicos, redefinição de posicionamentos e compreensão de formações adversárias.
Além do acompanhamento coletivo, os algoritmos podem focar em jogadores individualmente, analisando velocidade e ocupação de espaço. Essas métricas são vitais para elevar o desempenho, identificar riscos de lesão e calibrar táticas. Em ambos os níveis, a IA apoia a tomada de decisões estratégicas e o preparo contra adversários.
Sensores e sistemas avançados coletam informações essenciais diretamente nos gramados. Câmeras e visão computacional registram as partidas para reconstruir a movimentação dos atletas, possibilitando a análise de deslocamentos, passes e padrões de jogo.
A tecnologia também veste os jogadores: camisas inteligentes, GPS e sensores monitoram indicadores fisiológicos como batimentos cardíacos, temperatura corporal e fadiga muscular. Essas informações são cruciais para prevenir contusões e outros riscos ocupacionais. Outro destaque é uma joelheira, desenvolvida na Europa, que detecta movimentos perigosos e aciona um airbag para proteger a articulação.
Assim como a joelheira airbag e outros dispositivos vestíveis, a IA pode identificar alterações nos padrões motores que predispõem a lesões. Os dados obtidos nos treinos alimentam programas de preparação física personalizados, criando rotinas adaptadas a cada atleta. A tecnologia também permite a detecção precoce de microtraumas e fraturas por estresse, alertando a equipe médica para intervenções rápidas.
Na esfera do recrutamento, a IA revela seu potencial. Além de otimizar treinos com os dados coletados, ela avalia e identifica talentos em diversas ligas. Aplicativos filtram vídeos de testes em clubes, agilizando a observação. Outros softwares permitem que atletas criem perfis com demonstrações de suas habilidades. A IA, então, cruza essas informações, direcionando jogadores com habilidades específicas para clubes que as demandam, reduzindo prazos e simplificando processos.
Em tempo real, a IA auxilia os árbitros na análise das partidas e nas decisões. Algoritmos processam dados como passes, deslocamentos e oportunidades claras, gerando relatórios que ajudam a ajustar o planejamento tático durante o jogo. A tecnologia também prevê comportamentos adversários e o rendimento de atletas, melhorando a preparação para competições.
O sistema que acompanha a movimentação em tempo real, conhecido como VAR (Árbitro Assistente de Vídeo), é um exemplo. Embora em constante evolução, espera-se que, futuramente, ofereça suporte mais robusto para o julgamento de faltas e impedimentos.
(Com informações de Globo Esporte)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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