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Pix – As novas regras de segurança do Pix entram em vigor a partir desta segunda-feira (2) com o objetivo de tornar mais eficiente o combate a golpes e fraudes. As mudanças, definidas pelo Banco Central, reforçam o funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado quando o usuário precisa tentar recuperar valores transferidos de forma indevida.
Até agora, o processo de devolução era considerado pouco eficaz. Em média, menos de 10% do dinheiro roubado conseguia ser recuperado, principalmente porque os criminosos costumam transferir os valores rapidamente para diferentes contas. Com as novas diretrizes, a expectativa é reduzir as fraudes em até 40% e aumentar a eficiência no bloqueio e na devolução dos recursos.
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Uma das principais alterações permite que os bancos acompanhem o trajeto do dinheiro mesmo após ele passar por múltiplas contas. Antes, o bloqueio ocorria apenas na conta que recebia o Pix inicialmente. A partir de agora, se o valor for repassado para outras contas, frequentemente usadas como “contas laranjas”, o sistema poderá realizar bloqueios em cadeia, ampliando as chances de recuperação total ou parcial do montante.
Outra novidade é a possibilidade de o próprio usuário denunciar o golpe diretamente pelo aplicativo do banco, sem a necessidade de intermediação por atendentes. Essa automatização acelera o bloqueio dos valores e deve permitir que o reembolso seja concluído em até 11 dias, prazo menor do que o praticado atualmente. Os comprovantes de devolução também passam a trazer informações mais detalhadas, indicando claramente a qual transação o estorno está vinculado.
Embora já estivesse disponível de forma opcional, o conjunto de regras se torna obrigatório para todas as instituições financeiras a partir de agora. A intenção do Banco Central é tornar o sistema tão ágil quanto as ações dos criminosos e dificultar o uso de contas emprestadas para práticas fraudulentas.
O Banco Central reforça que o Pix continua sendo gratuito para pessoas físicas. As novas medidas de segurança não implicam cobranças adicionais nem geram custos para o usuário comum.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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