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ChatGPT – A OpenAI anunciou que para desenvolver seu mais novo e maior modelo de inteligência artificial (IA) generativa usou a mesma técnica usada pela DeepSeek. As chamadas “alucinações”, que são os episódios em que chatbots inventam fatos, foram reduzidas pela estratégia.
A técnica chamada de mistura de especialistas, que já havia sido adotada pela startup chinesa no desenvolvimento do DeepSeek-V3-R1, foi usada na criação do GPT-4.5.
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O avanço da OpenAI se deu no treinamento do modelo, que gerou novas informações a partir de outras IAs generativas. Isso foi possível graças ao aumento do processamento de dados e do arsenal de computadores de ponta à disposição.
Porém, diferente do DeepSeek-V3-R1 ou do o3 da própria OpenAI, o GPT-4.5 ainda não é um modelo de raciocínio. Apesar de o novo sistema ser menos eficaz em atividades como programação, a grande vantagem é o progresso da companhia em futuras IAs que raciocinam.
Ainda em uma versão de testes, o laboratório estadunidense de IA fez o lançamento para assinante do plano ChatGPT Pro (vendido por US$ 200 mensais ou R$ 1.164 por mês). Na visão de analistas, a medida vem como uma resposta ao sucesso da DeepSeek em janeiro, ao lançamento uma semana atrás do Grok 3, de Elon Musk, e ao anúncio do Claude 3.7, pela concorrente Anthropic.
A OpenAI não declarou se há alguma influência da tecnologia chinesa no seu GPT4.5, apesar de a DeepSeek já ter divulgado os métodos de desenvolvimento do seu modelo de IA.
O foco do anúncio foi a redução na divulgação de informações imprecisas, que passou a ser de 37%, contra 60% da versão anterior, o GPT-4.0. De acordo com a OpenAI, o GPT-4.5 tem “conhecimento mais amplo e uma compreensão mais profunda do mundo, levando a menos alucinações e mais confiabilidade em uma ampla gama de tópicos”.
O tamanho inédito do modelo também chamou atenção. As dimensões destacam a aposta da OpenAI em modelos de linguagem grandes e caros, indo na contramão dos satisfatórios resultados obtidos pela DeepSeek com menos processamento computacional.
“Com cada nova ordem de magnitude de computação vêm capacidades inéditas”, disse a empresa, que acrescentou que o GPT-4.5 estava “na fronteira do que é possível em aprendizado não supervisionado” – quando a IA cria informações a partir de correlações de dados já disponíveis.
Diferentemente da postura adotada por outras empresas do ramo, como Meta e Deepseek, que divulgam e permitem download e edição de suas tecnologias, os detalhes técnicos da OpenAI ainda estão sob sigilo técnico.
A SoftBank e outros investidores estão em negociação com a empresa liderada por Sam Altman. A ideia é levantar até US$ 40 bilhões (R$ 233 bilhões) e chegar a uma avaliação de mercado de US$ 300 bilhões (R$ 1,75 trilhão).
A concorrente Anthropic, ao mesmo tempo, arrecadou cerca de US$ 3,5 bilhões (R$ 20,4 bilhões) com uma avaliação superior a US$ 60 bilhões (R$ 349 milhões).
Diante dos enormes cursos de operação de modelos maiores, a OpenAI considerou retirar o acesso de desenvolvedores ao GPT-4.5, visando a manutenção de competitividade em um mercado cada vez mais concorrido em termos de preço.
O acesso a versão de testes do GPT-4.5 está disponível para desenvolvedores que pagam para usar os modelos da OpenAI, conforme anunciado pela empresa. O acesso se dá através de sua interface de programação de aplicativos (API), porém ele pode ser revogado no futuro.
A receita de grupos de IA vem principalmente de acesso pago a API e assinaturas individuais. A OpenAI disse que irá observar se vale apena oferecer o modelo poderoso e como eles usam o sistema, pois se trata de uma operação de alto custo.
“O GPT-4.5 é um modelo muito grande e intensivo em computação, tornando-o mais caro e não um substituto para o GPT-4o [seu antecessor]. Por causa disso, estamos avaliando se continuaremos a oferecê-lo na API a longo prazo, enquanto equilibramos o suporte às capacidades atuais com a construção de modelos futuros”, disse a empresa.
As projeções do mercado de tecnologia consideram que esses custos aumentam à medida que o tamanho e as capacidades dos modelos avançam, cujo funcionamento dependerá de máquinas cada vez mais potentes. Altman já disse anteriormente que o GPT-4 custou mais de US$ 100 milhões (R$ 582 milhões) para treinar.
(Com informações de Folha de S.Paulo)
(Foto: Reprodução/Freepik/http://rawpixel.com/)
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