Curso de IA supera Medicina na UFG e lidera nota de corte do Sisu
Curso de IA – A Universidade Federal de Goiás (UFG) registrou, pela primeira vez, uma nota de corte mais alta para o curso de Inteligência Artificial (IA) do que para Medicina – que geralmente lidera o ranking – no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A nota de corte, que representa a menor pontuação necessária para ser aprovado em um curso, atingiu 811,01 pontos para IA em 2025, enquanto Medicina ficou em 798,15 pontos.
Esse crescimento expressivo reflete o aumento do interesse por cursos da área de Tecnologia da Informação (TI), como Engenharia de Sotware (799,89) e Ciência da Computação (781 pontos), ambos também entre os mais concorridos da UFG.
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A Pró-Reitoria de Graduação da universidade aponta que a alta concorrência nos cursos de TI está ligada não apenas à qualidade da formação acadêmica, mas também às expectativas salariais e ao mercado de trabalho promissor.
“Este ano, considerando os pesos atribuídos, os cursos de tecnologia da informação (TI) demonstraram concorrências bastante qualificadas, então a concorrência quantitativa é uma consequência. Mas, se os próximos candidatos perceberem nesses cursos um mercado de trabalho atrativo e promissor, ou seja, fatores externos, como expectativas salariais e condições de trabalho, que interferem muito mais, também pode haver o aumento ainda mais expressivo dessa concorrência”, afirma a instituição.
Essa tendência também é observada em outras universidades brasileiras. Instituições como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Federal do Catalão (UFCAT) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão ampliando sua oferta de graduações na área de IA. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) oferece o curso desde 2020, com o nome de ciência de dados e inteligência artificial.
A graduação em Inteligência Artificial na UFG começou em 2019 em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), sendo ofertada pela primeira vez em 2020.
“No início, o curso já teve a terceira maior nota de corte da universidade. Havia clareza e um pouco de segurança por parte das famílias dos candidatos”, diz Anderson Soares, coordenador de IA da UFG. “Foi um fenômeno o curso ser procurado em pouco tempo, e as informações correm mais rápido. Com o tempo, a profissão se tornará mais clara, porque a IA é um processo em construção para as diversas camadas em sociedade”, acrescentou.
Os primeiros formandos do curso, Gabriel Urzeda e Gustavo Barbosa, concluíram a graduação em março de 2024 e já estão inseridos no mercado de trabalho. Gabriel atua como pesquisador no Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) e é fundador de uma startup, enquanto Gustavo trabalha como engenheiro de aprendizado de máquina.
Para Gustavo, a alta demanda por profissionais da área está diretamente ligada ao investimento crescente em IA pelas empresas. “É uma área relativamente nova para a maioria das pessoas, e que só tende a despertar o interesse tanto das empresas quanto da sociedade”, diz.
(Com informações de Correio Braziliense)
(Foto: Reprodução/Freepik/champpixs)
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