De inseto a ícone: a curiosa história por trás do ‘bug’ da computação
Inseto – Embora soe como uma palavra moderna, o termo “bug” – usado para se referir a falhas em programas e sistemas – tem raízes muito anteriores à era digital. A expressão ganhou notoriedade há 78 anos, em um episódio que envolveu literalmente um inseto e um dos primeiros computadores do mundo.
Em 1947, engenheiros da Universidade de Harvard trabalhavam no Harvard Mark II, um dos mais avançados computadores eletromecânicos da época. Durante uma verificação de rotina, a equipe percebeu uma falha no funcionamento da máquina. Ao abrirem o equipamento, encontraram a causa do problema: uma mariposa presa entre os relés, interrompendo o circuito e paralisando o sistema.
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A oficial da Marinha norte-americana Grace Hopper, pioneira da computação, registrou o curioso incidente em seu diário técnico. Ela colou o inseto nas anotações e escreveu:
“First actual case of bug being found” (“Primeiro caso real de um bug encontrado”).
Depois desse episódio, “bug” passou a ser usado informalmente para descrever qualquer falha ou mau funcionamento em sistemas e programas de computador. O termo se espalhou rapidamente entre engenheiros e programadores e, com o tempo, se consolidou como parte do vocabulário essencial da tecnologia.
Curiosamente, a palavra “bug” já existia antes desse caso. No século 19, o inventor Thomas Edison utilizava o termo em seus diários para se referir a defeitos mecânicos em suas criações elétricas. No entanto, foi o episódio do Harvard Mark II que eternizou a palavra no contexto da computação moderna.
Mais de sete décadas depois, “bug” continua sendo uma das expressões mais conhecidas do universo digital. O caso da mariposa lembra que, mesmo nas maiores inovações, há espaço para o acaso — e que a história da tecnologia começou, de certa forma, com um pequeno erro preso em um circuito.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/EyeEm)
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