{"id":12966,"date":"2025-11-03T10:45:07","date_gmt":"2025-11-03T13:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/fenati.org.br\/?p=12966"},"modified":"2025-11-03T13:47:37","modified_gmt":"2025-11-03T16:47:37","slug":"mulheres-ainda-recebem-21-menos-que-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/homolog.fenati.org.br\/en\/mulheres-ainda-recebem-21-menos-que-homens\/","title":{"rendered":"Mulheres ainda recebem 21% menos que homens em grandes empresas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mulheres &#8211;<\/strong> Mesmo com maior presen\u00e7a feminina no mercado de trabalho, mulheres continuam ganhando, em m\u00e9dia, 21,2% menos do que os homens nas 54 mil empresas brasileiras que possuem ao menos cem trabalhadores. A informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 no 4\u00ba Relat\u00f3rio de Transpar\u00eancia Salarial e Crit\u00e9rios Remunerat\u00f3rios do MTE (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minist%C3%A9rio_do_Trabalho_e_Emprego\">Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego<\/a>), baseado na Lei da Igualdade Salarial.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, o sal\u00e1rio m\u00e9dio das mulheres chega a R$ 3.908,76, enquanto os homens recebem R$ 4.958,43. O cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais desigual quando se cruzam g\u00eanero e ra\u00e7a: trabalhadoras negras \u2013 que inclui o grupo de pretas e pardas \u2013 t\u00eam rendimento equivalente a 53,3% do que \u00e9 pago a homens brancos, com m\u00e9dia de R$ 2.986,50 ante R$ 6.391,94 recebidos por eles.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenati.org.br\/sol-sorri-no-dia-das-bruxas-imagem-nasa\/\"><strong>LEIA: Sol \u2018sorri\u2019 no Dia das Bruxas em imagem captada pela NASA<\/strong><\/a><\/p>\n<h4>Pouca evolu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Foram analisados 19,4 milh\u00f5es de v\u00ednculos formais declarados pelas empresas \u00e0 Rais no per\u00edodo entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro de 2025, 41,1% de mulheres e 58,9% de homens. Houve mais companhias inclu\u00eddas no relat\u00f3rio, passando de 50,6 mil em 2023 para 54,1 mil em 2025, o que acompanha a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica recente.<\/p>\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o feminina cresceu 11% no per\u00edodo, indo de 7,2 milh\u00f5es para 8 milh\u00f5es de trabalhadoras. Ainda assim, a desigualdade salarial praticamente n\u00e3o se mexeu e permanece na casa dos 20% desde a primeira publica\u00e7\u00e3o dos dados, dois anos atr\u00e1s. &#8220;O avan\u00e7o ainda \u00e9 t\u00edmido&#8221;, afirma Paula Montagner, subsecret\u00e1ria de estat\u00edsticas e estudos do Trabalho do MTE.<\/p>\n<p>De acordo com Paula, o relat\u00f3rio tem car\u00e1ter de diagn\u00f3stico. &#8220;Ele mostra que h\u00e1 algo a ser corrigido dentro da empresa&#8221;, diz. Quando s\u00e3o encontradas diferen\u00e7as no pagamento de homens e mulheres em fun\u00e7\u00f5es equivalentes, as companhias precisam justificar os motivos em formul\u00e1rio pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Entre as raz\u00f5es mais citadas pelas empregadoras est\u00e3o tempo de experi\u00eancia (78,7%), metas de produ\u00e7\u00e3o (64,9%) e planos de carreira (56,4%).<\/p>\n<p>O crescimento da presen\u00e7a feminina, sobretudo em cargos de entrada, contribui para manter a diferen\u00e7a salarial alta. &#8220;O ingresso de mais mulheres \u00e9 positivo, mas como muitas entram com sal\u00e1rios mais baixos, isso pesa na massa de remunera\u00e7\u00e3o final&#8221;, detalha Paula.<\/p>\n<p>Ela aponta que mudan\u00e7as culturais tamb\u00e9m s\u00e3o determinantes. &#8220;Hoje, gestores j\u00e1 convidam mulheres para cargos de lideran\u00e7a, e elas t\u00eam respondido positivamente. S\u00e3o mais assertivas e buscam qualifica\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias: ao menos cem empresas j\u00e1 registram sal\u00e1rios maiores para mulheres do que para homens, segundo dados do MTE.<\/p>\n<p>&#8220;O que existe \u00e9 um avan\u00e7o bem t\u00eanue. A gente aposta que as boas pr\u00e1ticas em algumas empresas podem ser espalhadas, e isso pode ocorrer em qualquer lugar e em qualquer tamanho de empresa tamb\u00e9m&#8221;, diz Paula.<\/p>\n<p>A ministra das Mulheres, M\u00e1rcia Lopes, destaca que a inclus\u00e3o no mercado n\u00e3o resolve o problema sozinha. &#8220;\u00c9 inaceit\u00e1vel que mulheres negras recebam metade do rendimento de homens n\u00e3o negros. Temos como compromisso intensificar medidas que resolvem essas distor\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ela defende a\u00e7\u00f5es estruturantes, como licen\u00e7a-paternidade ampliada, aux\u00edlio-creche e maior divis\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico entre os respons\u00e1veis pelo lar.<\/p>\n<h4>Rendimento e regi\u00f5es<\/h4>\n<p>O relat\u00f3rio aponta aumento de 21,1% no n\u00famero de empresas que t\u00eam, ao menos, 10% de mulheres negras no quadro funcional, passando de 29 mil para 35 mil desde 2023. Tamb\u00e9m avan\u00e7ou, em 6,4%, o n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es com discrep\u00e2ncia salarial inferior a 5% entre os sexos \u2013 de 16,7 mil para 17,8 mil.<\/p>\n<p>Houve melhora discreta na remunera\u00e7\u00e3o feminina em diferentes ocupa\u00e7\u00f5es: servi\u00e7os administrativos (+1,5%), atividades operacionais (+2,1%), lideran\u00e7a (+2,7%) e cargos que exigem n\u00edvel superior (+3,5%).<\/p>\n<p>Os estados que registram os piores \u00edndices de diferen\u00e7a salarial s\u00e3o Paran\u00e1 (28,5%), Rio de Janeiro (28,5%), Santa Catarina (27,9%), Mato Grosso (27,9%) e Esp\u00edrito Santo (26,9%).<\/p>\n<p>J\u00e1 Piau\u00ed (7,2%), Amap\u00e1 (8,9%), Acre (9,1%), Cear\u00e1 (9,9%), Pernambuco (10,4%) e o Distrito Federal (9,3%) apresentam os menores percentuais.<\/p>\n<h4>Caminho para a mudan\u00e7a<\/h4>\n<p>Paula acredita que as mudan\u00e7as podem ganhar velocidade quando o STF julgar as a\u00e7\u00f5es que questionam a divulga\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios de transpar\u00eancia salarial.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da obrigatoriedade de tornar p\u00fablicos os dados e de enviar relat\u00f3rios semestrais ao MTE, a Lei da Igualdade Salarial estimula pr\u00e1ticas como licen\u00e7a parental estendida, jornadas flex\u00edveis \u2013 adotadas por 44% das empresas \u2013 e aux\u00edlio-creche, presente em 21,9% das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Embora a equipara\u00e7\u00e3o salarial seja prevista na CLT desde 1943, a regra s\u00f3 come\u00e7ou a ser acompanhada de forma sistem\u00e1tica com a legisla\u00e7\u00e3o sancionada em 3 de julho de 2023.<\/p>\n<p><em><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es de Folha de S.Paulo)<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Freepik\/Stockbusters)<\/strong><\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio revela que a discrep\u00e2ncia se agrava quando cor e ra\u00e7a s\u00e3o consideradas, refletindo desigualdades estruturais no mercado de trabalho<\/p>","protected":false},"author":11,"featured_media":12967,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[13],"class_list":["post-12966","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-sindical"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.8 - 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