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Meta – Ex-chefe de segurança do WhatsApp, Attaullah Baig entrou com uma ação judicial contra a Meta acusando a companhia de negligenciar problemas críticos de segurança e privacidade. Segundo Baig, essas falhas teriam exposto dados sensíveis de bilhões de usuários do aplicativo, incluindo informações como fotos de perfil, localização, listas de contatos e participação em grupos.
A ação, movida em um tribunal dos Estados Unidos, afirma que milhares de funcionários da Meta e do WhatsApp tinham acesso irrestrito a dados confidenciais, o que violaria um acordo de privacidade firmado com a Comissão Federal de Comércio (FTC) em 2020. Baig também aponta que suas propostas para corrigir essas vulnerabilidades foram ignoradas, apesar de alertas frequentes sobre incidentes de invasões e comprometimento de contas.
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Em depoimentos, ele relatou que enfrentava dificuldades diárias, como contas hackeadas, perfis falsos e ataques direcionados a jornalistas. O ex-funcionário afirma que comunicou essas preocupações diretamente ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e a outros líderes da empresa, mas que foi retaliado com avaliações negativas de desempenho e acabou demitido em fevereiro.
O caso também envolve uma denúncia à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, e à própria FTC. Segundo Baig, a conduta da Meta não apenas violaria o acordo com a agência reguladora, como também descumpriria normas que exigem a comunicação de riscos aos acionistas.
A organização Whistleblower Aid, que representa Baig, revelou ainda que outros seis funcionários, atuais e antigos, relataram preocupações semelhantes ao Congresso dos EUA. As denúncias envolvem, entre outros pontos, riscos à segurança de crianças em ambientes virtuais e manipulação de dados internos sobre casos de assédio e violência.
Em resposta, a Meta classificou as alegações como “sem sentido” e “distorcidas”, afirmando que refletem a visão de um ex-funcionário insatisfeito com sua demissão. Segundo a empresa, Baig foi desligado por baixo desempenho e suas acusações não condizem com os esforços contínuos da equipe de segurança.
O episódio ocorre anos após a Meta, então ainda chamada de Facebook, ter concordado em pagar US$ 5 bilhões em um acordo com a FTC após o escândalo Cambridge Analytica, que envolveu o uso indevido de dados de usuários sem consentimento.
Baig, que entrou na empresa em 2021, disse que trabalhar na Meta “era meu emprego dos sonhos pela escala e pelos desafios’’, mas que se desiludiu. “Agora vejo que a Meta trata os usuários como números em um painel de controle”, afirmou.
(Com informações de Folha de S. Paulo)
(Foto: Reprodução/Marcello Casal jr/Agência Brasil)
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