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“Funcionário digital”: gigantes da tecnologia investem em agentes de IA

Agentes de IA – Uma nova onda de entusiasmo varre o Vale do Silício. Após a popularização de chatbots e copilotos de inteligência artificial, agora é a vez dos chamados agentes de IA conquistarem a atenção das maiores empresas de tecnologia. Capazes de realizar tarefas complexas com autonomia, esses sistemas prometem transformar radicalmente a forma como trabalhamos.

Os agentes de inteligência artificial não apenas automatizam processos simples: eles são desenvolvidos para lidar com fluxos mais elaborados, como aprovações orçamentárias e atendimento completo ao cliente. Ao contrário de assistentes virtuais que apenas encaminham solicitações, os agentes podem responder efetivamente a tíquetes e conduzir interações do início ao fim, tudo isso com pouca ou nenhuma supervisão humana.

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Sam Altman, CEO da OpenAI e um dos responsáveis pela criação do ChatGPT, descreveu os agentes como “o próximo grande avanço”. Já a Salesforce, gigante do setor de softwares empresariais, fechou acordos para implementar a tecnologia em mais de 200 companhias, incluindo Accenture e FedEx.

“Estamos à beira de uma transformação revolucionária,” afirmou Marc Benioff, CEO da Salesforce. “Vamos testemunhar o nascimento do funcionário digital.”

Apesar dos avanços proporcionados pelo ChatGPT, a Bloomberg destaca que sua adoção ainda não modificou profundamente a estrutura das empresas. Os agentes, no entanto, têm potencial para causar essa disrupção. Eles são capazes de assumir tarefas repetitivas do dia a dia, liberando tempo e recursos de milhões de trabalhadores humanos.

Durante um podcast, Altman comparou os agentes a um “colega de trabalho sênior e muito inteligente que pode te ajudar em qualquer projeto”. Segundo ele, essa tecnologia pode operar de forma totalmente autônoma por dias ou até semanas, interrompendo o usuário apenas para esclarecer dúvidas pontuais. Diferentemente das IAs generativas tradicionais, os agentes não tomam decisões sozinhos nem inventam respostas.

Benioff, da Salesforce, reconhece que essa revolução virá acompanhada de desafios internos. “Funções mudarão e nossos negócios terão de se adaptar,” disse. “Todos nós teremos de rebalancear nossa força de trabalho conforme os agentes vão crescendo internamente.”

E não se trata de uma aposta isolada. Em novembro do ano passado, a Microsoft apresentou seus próprios agentes integrados ao Copilot. A OpenAI também deve lançar sua versão ainda neste mês. Enquanto isso, empresas menores como a Perplexity e diversas startups já oferecem soluções baseadas nessa nova tecnologia.

O futuro do trabalho digital pode estar mais próximo do que se imagina, e com ele, uma profunda reestruturação dos papéis humanos no ambiente corporativo.

(Com informações de Exame)
(Foto: Reprodução/Freepik/Frolopiaton Palm)

Julia Stoever

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Julia Stoever
Tags: sindical

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