IA generativa já é utilizada por quase 20% da população mundial
IA generativa – A Microsoft publicou seu novo relatório global sobre inteligência artificial em 2026, indicando que a tecnologia entrou de vez em uma etapa de adoção ampla e estratégica em empresas, governos e no setor de desenvolvimento de software. Segundo o estudo, 17,8% da população mundial em idade ativa já utiliza ferramentas de IA generativa, superando os 16,3% registrados anteriormente.
O levantamento aponta que a inteligência artificial deixou de ocupar apenas um espaço experimental para assumir um papel estrutural na competitividade econômica, no ganho de produtividade e na soberania digital das nações.
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De acordo com a Microsoft, o principal avanço observado em 2026 é a rápida expansão do uso corporativo da IA aliada ao crescimento dos chamados agentes inteligentes — sistemas capazes de executar tarefas, interagir com plataformas digitais e auxiliar processos decisórios de maneira autônoma.
O relatório mostra que uma das mudanças mais significativas ocorre no setor de software. Ferramentas de programação assistida por inteligência artificial, como GitHub Copilot, Claude Code e Codex, contribuíram para um aumento global de 78% no volume de “git pushes”, indicador associado à produção de código.
A Microsoft afirma que o avanço da produtividade ainda não provocou redução na demanda por profissionais da área. Nos Estados Unidos, o número de desenvolvedores cresceu 8,5% ao longo de 2025 e continua avançando em 2026.
Segundo a companhia, a IA está transformando a dinâmica da produção digital. Com custos menores para criar soluções tecnológicas, as empresas passaram a desenvolver mais aplicações e ampliar processos de automação em diferentes áreas.
O estudo aponta que a Ásia se consolidou como o principal centro de aceleração da inteligência artificial em 2026, impulsionada pelo avanço de modelos treinados em idiomas locais e por políticas nacionais de incentivo tecnológico.
Coreia do Sul, Japão e Tailândia aparecem entre os países que registraram os maiores crescimentos globais em adoção. A Microsoft atribui parte desse avanço ao amadurecimento de modelos capazes de compreender melhor idiomas asiáticos e contextos culturais específicos.
Os Emirados Árabes Unidos lideram o ranking global de disseminação da IA, com mais de 70% da população economicamente ativa utilizando ferramentas de IA generativa. Os Estados Unidos, por sua vez, avançaram para a 21ª posição no ranking mundial.
Apesar da expansão acelerada da tecnologia, o relatório alerta para o aprofundamento da desigualdade digital entre países desenvolvidos e emergentes.
Enquanto a taxa de adoção da IA no Norte Global atingiu 27,5%, o Sul Global registra 15,4%. Segundo a Microsoft, essa diferença vem aumentando rapidamente devido à disparidade de infraestrutura digital, capacidade computacional e acesso a modelos avançados de inteligência artificial.
O estudo também destaca o crescimento da influência chinesa na disseminação global da IA por meio de modelos open source e plataformas gratuitas, principalmente em mercados emergentes da África e da Ásia.
Outro ponto enfatizado pela Microsoft é a mudança de foco dentro das empresas. A discussão sobre IA deixou de estar concentrada apenas na adoção da tecnologia e passou a incluir temas como governança, segurança e observabilidade dos sistemas.
Relatórios complementares da companhia indicam que empresas da Fortune 500 já utilizam agentes de IA low-code em larga escala, ampliando preocupações relacionadas a controle de dados, compliance e segurança operacional.
Para a empresa, 2026 representa a transição definitiva da inteligência artificial de uma simples ferramenta de produtividade para um elemento central das operações corporativas.
Em outro estudo complementar divulgado pela Microsoft, executivos da empresa afirmam que a próxima etapa da inteligência artificial será marcada pela colaboração direta entre humanos e agentes inteligentes.
A expectativa é que pequenas equipes consigam executar projetos globais utilizando IA em atividades como análise de dados, criação de conteúdo, desenvolvimento de software e automação operacional.
Segundo a companhia, as organizações mais competitivas serão aquelas capazes de integrar a inteligência artificial aos fluxos centrais do negócio, combinando supervisão humana com automação inteligente em larga escala.
(Com informações de TI Inside)
(Foto: Reprodução/Magnific/rawpixel.com)
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