Magalu Cloud – O Magazine Luiza apresentou alguns preços de seu serviço de nuvem no Brasil, lançado nesta terça-feira (12). A questão de custos é central na estratégia da companhia para rivalizar com outras empresas globais, que cobram em dólar. O lançamento do Magalu Cloud ocorreu em São Paulo, durante evento da empresa com a presença de toda a diretoria.
Em geral, o grupo informa que há uma redução de 30% a 75% sobre o custo do serviço de empresas estrangeiras no Brasil. Amazon e Microsoft oferecem diferentes serviços em nuvem no país há anos, mas com tabelas dolarizadas.
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O comando do Magalu apresentou tabelas com mais dados sobre valores. Por 30 megabytes (MB) trafegado custa R$ 0,001, e pelo armazenamento desses 30 MB ao mês, o valor é de R$ 0,002. Pela máquina virtual na nuvem (espécie de versão digital de um computador físico) custa R$ 0,007 por 10,05 segundos de uso.
Chefe da Magalu Cloud, o executivo Christian Reis deu um exemplo de um tipo de máquina virtual e, nesse exemplo dado, o serviço oferecido tem 43% de redução sobre preços no Brasil.
Mais com menos
A empresa não abriu detalhes dos investimentos no projeto de nuvem da empresa, mas, segundo o comando, a ideia é fazer isso com cautela, para “atender a demanda de forma razoável”, disse Christian Reis, chefe da Magalu Cloud.
“Estamos sendo cuidadosos para atender a demanda de forma razoável e sem oferecer demais. Sendo cuidadoso para que a expectativa seja atendida”, disse.
“Magalu é fazer mais com menos […] Não vamos gastar como as outras e estamos chegando mais tarde, mas fazendo isso a passos pequenos e o tempo todo. Ao fazer [o lançamento do ‘cloud’ em partes], a ideia era crescer incrementalmente sem gastar, sei lá, R$ 1 bilhão, considerando sempre o que a gente é e o que a gente faz”, disse Reis.
A empresa irá se focar em uma gama mais limitada de serviços inicialmente. Em vez de oferecer centenas de opções, ela vai oferecer quatro básicos neste momento:
Além disso, empresa acredita que o atendimento local ao cliente de uma empresa nacional pode ser um diferencial. Os maiores concorrentes são Amazon, Google e Microsoft.
“Temos que ser o mais barato do mercado, é algo obsessivo nosso, e nossa ideia não é pisar no mercado, mas trazer todos juntos, os parceiros e fornecedores “, disse Christian Reis.
A ideia não é fazer clientes usarem muito os serviços de forma a cobrar por quanto mais usarem. Isso porque esse processo estrangula as empresas usuárias. “Vamos fazer outro empacotamento “, afirmou, sem detalhar.
Segundo ele, o Magalu investiu em um ano em “cloud” pública mais do que investiu até agora nesse projeto atual de nuvem.
Serviços em nuvem já rodam na empresa — o projeto começou três anos atrás, mas agora está sendo aberto ao mercado.
R$ 5 tri em 2025
A atividade de cloud tem três áreas centrais: infraestrutura de máquinas virtuais, plataformas que permitem que pessoas usem seus aplicativos e os softwares como serviços.
O mercado deve atingir R$ 5 trilhões em 2025, segundo disse hoje no evento a consultoria McKinsey. No Brasil, isso deve alcançar R$ 91 bilhões até 2025.
Segundo a McKinsey, Amazon e Microsoft são, nessa ordem, líderes nas três modalidades.
Em infraestrutura (na sigla, Iaas), Amazon é líder com 62%, em plataforma (na sigla, Paas) é a Microsoft, com 33%, e em software (da sigla, Saas) também é a Microsoft, com 26%, informou hoje a consultoria em apresentação.
(Fonte: Valor Econômico)
(Foto: Reprodução)
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