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Matriz elétrica renovável – Minas Gerais consolidou, em 2024, um perfil energético amplamente baseado em fontes renováveis, que já representam cerca de 98% de toda a eletricidade produzida no estado. Os dados fazem parte do Panorama do Setor Elétrico de Minas Gerais, divulgado nesta quarta-feira (8/4) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG).
O levantamento também evidencia a expansão significativa da geração elétrica ao longo dos últimos anos. Em menos de uma década, o volume produzido quase dobrou, passando de 37.681 GWh, em 2015, para 73.478 GWh em 2024, um crescimento de 95%. Com esse desempenho, o estado respondeu por 9,8% de toda a produção nacional no último ano.
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A análise técnica destaca ainda a redução da participação de fontes fósseis na matriz energética. Em 2024, a geração a partir de gás natural e derivados de petróleo representou apenas 1,9% do total, reforçando a predominância das fontes limpas.
Entre as energias renováveis, a solar fotovoltaica se destaca como principal vetor de crescimento. Minas Gerais lidera a geração desse tipo de energia no país, sendo responsável por mais de 23% da produção nacional. O avanço é atribuído, em parte, a políticas públicas de incentivo, como o programa Sol de Minas.
Coordenada pela Sede-MG, a iniciativa promoveu ações como capacitação de gestores, simplificação de processos e concessão de incentivos fiscais. Desde 2019, o programa atraiu mais de R$ 83 bilhões em investimentos privados, com previsão de geração de 7,7 mil empregos diretos em 38 municípios.
“Minas Gerais combina uma matriz elétrica majoritariamente limpa e uma demanda intensiva em energia, o que representa uma grande oportunidade para atração de investimentos ligados à transição energética e um desafio importante acerca de ganhos de eficiência, modernização e planejamento. O estudo é um apoio inicial à formulação de políticas públicas e à tomada de decisão”, destaca o superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede-MG, Raphael Evaristo Rodrigues.
O crescimento da geração também se manteve acima da média nacional no último ano. Em 2024, Minas Gerais registrou alta de 10,4% em relação a 2023, garantindo a quarta posição entre os maiores produtores de energia do Brasil.
A composição da matriz elétrica mineira passou por mudanças expressivas desde 2015. Naquele ano, as hidrelétricas respondiam por cerca de 74% da geração, seguidas pela biomassa (15%) e pelas fontes fósseis (11%). Já em 2024, as fontes renováveis alcançaram 98% do total, distribuídas entre hidráulica (66%), solar (22%) e biomassa (10%), enquanto as fósseis recuaram para menos de 2%.
A energia solar foi a que apresentou o avanço mais expressivo no período, saltando de apenas 6 GWh, em 2015, para 16.433 GWh em 2024, um crescimento superior a 2.600 vezes em menos de dez anos.
Ao lado do consumo, o estado também apresenta características distintas em relação ao restante do país. Mais da metade da eletricidade consumida em Minas Gerais está concentrada na indústria, que responde por 52,39% do total, percentual bem acima da média nacional, de 35,19%.
Os setores residencial e comercial aparecem na sequência, com participações de 22,75% e 13,66%, respectivamente. Já as demais categorias — rural (5,53%), poder público (1,64%), serviço público (2,36%) e iluminação pública (1,58%) — somam cerca de 11%.
Entre 2015 e 2024, o consumo total de energia elétrica no estado cresceu de 52,8 milhões para 67,5 milhões de MWh, com média anual de expansão de 2,77%, superando o ritmo nacional, de 2,10% ao ano.
(Com informações de Agência Minas)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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