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IBGE – Dados divulgados nesta quarta-feira (3) pelo IBGE revelam que mulheres em cargos de direção e gerência receberam, em 2024, quase um terço a menos do que homens na mesma posição. O rendimento médio feminino foi estimado em R$ 6.776 mensais, montante R$ 3.297 inferior ao dos homens, que chegaram a R$ 10.073.
As informações fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais, publicação que reúne análises sobre mercado de trabalho, condições de vida e educação no país. O levantamento aponta ainda que a desigualdade cresceu na comparação com 2023, quando a diferença salarial era de 27,3%.
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O IBGE não detalha os setores nos quais esses profissionais estavam empregados, mas lembra que, historicamente, mulheres se concentram em áreas com remunerações mais baixas, o que pressiona a média geral para baixo.
Para tentar reduzir disparidades como essa, entrou em vigor em julho de 2023 a lei de paridade salarial para homens e mulheres que ocupam funções equivalentes. A medida, adotada pelo governo Lula, chegou a ser contestada na Justiça.
A análise considera dez grandes grupos ocupacionais. Entre eles, apenas um apresentou rendimento feminino maior que o masculino: o de integrantes das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares. Nessa categoria, mulheres receberam em média R$ 7.486, superando em 12,4% a renda dos homens, estimada em R$ 6.660.
Segundo o IBGE, esse resultado é influenciado pela distribuição dos postos: entre as 87 mil mulheres que atuavam nessas carreiras em 2024 — o equivalente a 10,8% do total — há maior presença em funções de nível superior, como dentistas e médicas. Já nas Forças Armadas, a base de soldados, majoritariamente masculina, reduz a média geral de remuneração.
No panorama geral do trabalho, a renda média das mulheres no país foi calculada em R$ 2.778 no ano passado, 21,4% abaixo do valor recebido pelos homens, de R$ 3.533.
(Com informações de Folha de S. Paulo)
(Foto: Reprodução/Freepik)
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