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Conteúdos ilegais – Uma grande operação internacional liderada por autoridades da Alemanha e apoiada pela Europol resultou no fechamento de 373 mil sites fraudulentos que ofereciam conteúdo ilegal e serviços ligados a crimes cibernéticos. Os detalhes da ação foram divulgados na última sexta-feira (20).
A investigação teve como foco uma plataforma da dark web chamada “Alice with Violence CP”. Iniciado em 2021, o trabalho aponta que um homem de 35 anos, possivelmente residente na China, é o líder da rede criminosa. Um mandado de prisão internacional contra ele foi emitido.
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Golpes contra golpistas
No ar desde 2020, a plataforma vendia acesso a supostos volumes de dados que variavam de alguns gigabytes a vários terabytes de material de abuso sexual infantil. O operador também anunciava dados de cartões de crédito e credenciais de sistemas estrangeiros.
• Os preços dos pacotes iam de € 17 a € 250 (de R$ 103 a R$ 1.519), dependendo do tipo de material e da quantidade de arquivos;
• Esses conteúdos estavam em sites com domínio onion, tipo especial de endereço capaz de fornecer anonimato extremo, ocultando identidade e localização de visitantes;
• Para a compra dos pacotes, a plataforma exigia o endereço de email do usuário e pagamento em bitcoins;
• No entanto, nenhum material de abuso infantil nem dados financeiros roubados eram fornecidos aos compradores, de acordo com a Europol.
Na prática, o esquema funcionava como um golpe direcionado a pessoas interessadas em praticar fraudes ou acessar material ilícito. Estima-se que o operador tenha faturado pelo menos € 345 mil (R$ 2,09 milhões) com a rede criminosa.
“A Operação Alice envia uma mensagem clara: não há onde os criminosos se esconderem quando a comunidade internacional de aplicação da lei trabalha em perfeita sintonia. Nós os encontraremos e os responsabilizaremos”, afirmou a diretora executiva da Europol, Catarina de Bolle, em comunicado.
Clientes também são investigados
Cerca de 10 mil clientes, de diferentes países, teriam adquirido os pacotes, conforme a apuração. Mesmo sem acesso aos materiais ilícitos e tendo criptomoedas desviadas pelo operador, eles são tratados como criminosos.
Até o momento, pelo menos 440 indivíduos que pagaram pelo serviço foram identificados, enquanto outros 105 seguem sob investigação. Eles poderão responder judicialmente por apoiar redes de abuso e outros crimes.
Realizada com o apoio de autoridades de 23 países, a Operação Alice também resultou na apreensão de computadores, smartphones e 105 servidores utilizados para armazenar dados.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)
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