overwatch-2-loot-boxes-brasil-lei-felca
Lei Felca – A Blizzard lançou nesta semana uma grande atualização para Overwatch, trazendo novos heróis e mudanças nas mecânicas do jogo. No entanto, além das novidades, o título passou por uma alteração específica no Brasil: as loot boxes pagas deixaram de integrar o Passe de Batalha Premium.
Segundo informações disponíveis na loja oficial da empresa, as caixas de recompensa não estão incluídas nas compras realizadas no Brasil e na Bélgica. A desenvolvedora não detalhou os motivos da decisão, mas a mudança acontece pouco antes da entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), conhecido popularmente como “Lei Felca”.
LEIA: Com modelo de minifábricas, USP quer colocar o Brasil no mapa da produção de chips
As loot boxes haviam retornado ao game no ano passado, sob o argumento de que o sistema de recompensas estava pouco atrativo. Agora, no Brasil, apenas as versões gratuitas seguem disponíveis. Jogadores ainda podem obter caixas ao cumprir missões e participar da nova temporada, mas a opção vinculada ao passe pago foi removida.
Em publicação no fórum oficial, a Blizzard informou que, a partir da primeira temporada, as caixas de itens não estarão acessíveis por meio do Passe de Batalha Premium para jogadores no Brasil. A empresa destacou que a disponibilidade de recompensas pode variar conforme a região e reforçou que continua focada na experiência do público brasileiro.
Apesar da retirada do benefício, o passe de batalha mantém o mesmo valor, a partir de 1.000 moedas – cerca de R$ 46 – sem anúncio de compensações adicionais.
A mudança ocorre em meio à implementação do novo estatuto, que estabelece regras voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Entre os pontos que afetam o mercado de games, está a determinação de que títulos com loot boxes pagas não podem ser comercializados para menores de 18 anos no Brasil. Caso mantenham esse tipo de mecânica, a classificação indicativa passa a ser para adultos.
As loot boxes funcionam como um sistema em que o jogador paga por uma caixa de recompensa sem saber previamente qual item receberá. Para o senador Flávio Arns (PSB-PR), relator do projeto que originou a lei, o modelo se aproxima de jogos de azar.
Especialistas apontam que empresas precisam adequar seus produtos às normas locais. O advogado Anderson do Patrocínio, pesquisador na área de Comunicação, Política e Tecnologia e integrante do podcast Regras do Jogo, lembra que jogos são produtos sujeitos à legislação brasileira, assim como qualquer outro setor.
Com a lei prevista para entrar em vigor em março, a expectativa é que outras desenvolvedoras também revisem seus sistemas de monetização para evitar sanções. A forma de adaptação, porém, deve variar conforme o modelo de negócios de cada jogo.
(Com informações de Tecmundo)
(Foto: Reprodução/Agência Brasil/Antônio Cruz)
Sentimento de insatisfação na carreira nem sempre está ligado apenas ao cansaço, explicam especialistas
Criminosos estão comprometendo ferramentas usadas por desenvolvedores, criando ciclo de infecções capaz de atingir milhares…
Estudos apontam mudanças em áreas do cérebro ligadas à aprendizagem, memória e tomada de decisões