Pix Automático deve movimentar US$ 30 bilhões no comércio online até 2027; conheça a modalidade
Pix Automático – O Pix Automático, nova modalidade de pagamento prevista para ser lançada em julho deste ano pelo Banco Central, promete transformar o mercado de pagamentos recorrentes no Brasil, com projeção de movimentar ao menos US$ 30 bilhões nos dois primeiros anos, apenas no setor de comércio eletrônico. A estimativa foi divulgada nesta terça-feira (28) pela Ebanx, empresa de pagamentos, e destaca o potencial de recurso para capturar uma fatia significativa do mercado de cartões de crédito.
Segundo o estudo, a nova modalidade deve atrair cerca de US$ 2 bilhões do mercado de cartões de crédito já no primeiro ano de operação. O recurso permitirá o agendamento de pagamento recorrentes (semanais, mensais, trimestrais ou anuais) de forma gratuita para os consumidores e será oferecido diretamente pelas empresas. Essa modalidade difere do Pix Agendado Recorrente, que depende da iniciativa dos usuários para ser realizada.
Eduardo de Abreu, vice-presidente de produto da Ebanx, em entrevista para a Reuters, destacou que o Pix Automático “tende a ser muito grande e muito relevante”, principalmente para segmentos do comércio eletrônico como serviços de streaming e empresas de “software as a service”.
Apesar de o cartão de crédito ser visto como o principal concorrente no e-commerce, Abreu acredita que a maior parte do crescimento do novo recurso virá de consumidores que atualmente não possuem um ou têm limites insuficientes para contratar serviços recorrentes.
Dados da PCMI, empresa de pesquisa e inteligência, indicam que o cartão de crédito movimenta cerca de US$ 50 bilhões em pagamentos recorrentes anualmente no e-commerce brasileiro.
O estudo da Ebanx ressalta ainda que o impacto do Pix Automático pode ser ainda maior do que o projetado, já que as estimativas não incluem mercados além do e-commerce, como contas de luz e água, tradicionalmente pagas por boletos ou débito automático.
De acordo com a empresa, o Pix Automático oferece a vantagem de centralizar os pagamentos em um único banco, com liquidação instantânea, o que não ocorre nas modalidades tradicionais.
O analista sênior da Moody’s Ratings, Alexandre Albuquerque, avalia que os grandes bancos não devem sofrer perdas significativas de receita com a nova modalidade, devido à diversificação de suas fontes de renda e aos benefícios oferecidos para reter clientes, como programas de cashback. “Nossa visão é que não vai provocar uma perda significativa de receita para os grandes bancos do sistema”, afirmou Albuquerque.
No entanto, instituições financeiras já estão se movimentando para se adaptar à nova realidade. O Santander Brasil, por exemplo, já oferece um produto que permite agendar pagamentos recorrentes via Pix. Bradesco e Itaú também anunciaram planos para lançar soluções semelhantes nas próximas semanas, em uma estratégia que visa fidelizar e atrair empresas antes do lançamento oficial do Pix Automático.
(Com informações de Forbes)
(Foto: Freepik/Reprodução)
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