prefeitura-rio-cria-regras-para-veiculos-eletricos
Veículos elétricos – A Prefeitura do Rio de Janeiro colocou em prática um conjunto de medidas voltadas à regulamentação da circulação de veículos elétricos de micromobilidade, como ciclomotores e patinetes. As normas já estão em vigor, com exceção da exigência de emplacamento, que deverá ser atendida até o final deste ano. Paralelamente, o município anunciou investimentos de R$ 20 milhões para a expansão da malha cicloviária e R$ 8 milhões destinados à implantação de motofaixas.
De acordo com o prefeito Eduardo Cavaliere, a capital fluminense passa a ser a primeira do país a estabelecer regras claras para a circulação desses veículos em ciclovias. Com as novas diretrizes, equipamentos autopropelidos passam a ser equiparados aos ciclomotores. Assim, todos os ciclomotores elétricos deverão ter placas, e seus condutores precisarão possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para circular.
LEIA: Avaliada em R$ 500 milhões, Inner AI investe em “assistentes de negócio”
As ciclovias, por sua vez, ficam restritas a bicicletas, bicicletas elétricas, patinetes e patinetes elétricos. O descumprimento das regras pode resultar na apreensão de motocicletas elétricas que utilizarem indevidamente esses espaços.
O decreto nº 57823, publicado na última segunda-feira, detalha normas sobre circulação, limites de velocidade, uso de equipamentos de proteção e fiscalização. Entre os pontos estabelecidos está a proibição da circulação desses veículos em vias com velocidade superior a 60 km/h. Em vias com limite de até 60 km/h, ciclomotores e bicicletas elétricas poderão trafegar pelo lado direito da pista, no sentido da via. Já em ruas com limite de 40 km/h, ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes estão autorizados a circular.
Nas ciclovias, a velocidade máxima permitida será de 25 km/h, sendo proibida a presença de ciclomotores nesses espaços. Em calçadas, a circulação de veículos é, em regra, proibida, exceto em trechos sinalizados que permitam o tráfego a até 6 km/h, sempre com prioridade aos pedestres.
O decreto também determina o uso obrigatório de capacete para todos os usuários e estabelece regras específicas de segurança para cada tipo de veículo. Outra mudança relevante é a exigência de registro e licenciamento para ciclomotores, incluindo equipamentos autopropelidos com assento. A regularização deverá ser feita até 31 de dezembro, e os condutores deverão possuir habilitação na categoria A da CNH.
Expansão da infraestrutura cicloviária
Como parte da estratégia de mobilidade sustentável, a Prefeitura pretende ampliar a rede cicloviária em 50 quilômetros até 2028. O objetivo é conectar bairros, áreas de lazer, equipamentos públicos e sistemas de transporte.
O plano prevê tanto a criação de novos trechos quanto a requalificação da sinalização existente, além da implantação de eixos estruturantes em regiões como Centro, Zona Sul, Tijuca e Zona Norte. A proposta é aumentar a segurança dos ciclistas e incentivar o uso da bicicleta no dia a dia.
Entre os trechos previstos estão vias importantes em diferentes regiões da cidade, como a Rua Uruguaiana e a Avenida Henrique Dodsworth, além de outras áreas nas zonas Oeste e Norte.
Plano de expansão das motofaixas
A administração municipal também apresentou um plano para ampliar as motofaixas, com cerca de 74 quilômetros de intervenções até 2026. Os corredores contemplam eixos estratégicos, como a Avenida das Américas e a Linha Vermelha.
A implementação das motofaixas terá início em junho de 2026, com cronograma previsto até dezembro do mesmo ano. Segundo estudos, a adesão dos motociclistas a esse tipo de infraestrutura varia entre 86% e 96%, contribuindo para a organização do trânsito.
A Prefeitura ressalta, no entanto, que a segurança depende também da fiscalização e do controle de velocidade, com uso de tecnologias como videomonitoramento e radares.
Fiscalização e campanhas educativas
Os órgãos municipais responsáveis pela mobilidade urbana intensificarão a fiscalização para garantir o cumprimento das novas regras. Também estão previstas campanhas educativas para orientar a população sobre as mudanças.
As infrações serão punidas com base no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata das penalidades aplicáveis a condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores.
A Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) inicia, a partir de hoje, ações de fiscalização e orientação voltadas à circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes. As operações ocorrerão em pontos estratégicos da cidade, com equipes formadas por agentes da SEOP, guardas municipais e educadores de trânsito.
(Com informações de Rio Notícias)
(Foto: Reprodução/Freepik)
Sentimento de insatisfação na carreira nem sempre está ligado apenas ao cansaço, explicam especialistas
Criminosos estão comprometendo ferramentas usadas por desenvolvedores, criando ciclo de infecções capaz de atingir milhares…
Estudos apontam mudanças em áreas do cérebro ligadas à aprendizagem, memória e tomada de decisões