robos-de-delivery-navegar-jogadores-pokemon-go
Robôs de delivery – A Niantic, desenvolvedora do jogo Pokémon Go, está utilizando dados gerados por seus próprios jogadores para treinar sistemas de inteligência artificial voltados à navegação urbana. A iniciativa faz parte da construção de um “modelo geoespacial de grande escala”, segundo a empresa.
O projeto é conduzido pela Niantic Spatial, que reúne uma base com cerca de 10 milhões de locais escaneados ao redor do mundo por usuários. De acordo com a empresa, a participação dos jogadores é opcional e depende de uma ação ativa: visitar um ponto específico e realizar o escaneamento do ambiente para que as imagens sejam incorporadas ao sistema.
LEIA: Em alta, golpes digitais ainda não atingiram pico no Brasil, diz Interpol
Uma das aplicações mais imediatas dessa tecnologia está no setor de entregas. Em 10 de março, a Niantic Spatial anunciou uma parceria com a startup Coco Robotics, que afirma operar a maior frota de veículos autônomos de entrega do mundo.
A Coco Robotics, apoiada pela OpenAI, responsável pelo ChatGPT, atua em cidades dos Estados Unidos, como Chicago, Miami e Los Angeles, com cerca de mil robôs realizando entregas diretamente ao consumidor.
Segundo a Niantic, o diferencial do seu modelo está no uso de um sistema de posicionamento visual (VPS), que cria uma leitura detalhada do ambiente urbano. A base de dados se destaca por reunir imagens captadas do ponto de vista de pedestres, incluindo áreas inacessíveis a veículos.
O cruzamento dessas informações foi essencial para aprimorar a geolocalização dos robôs da Coco Robotics. “Fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão é, na verdade, o mesmo problema”, afirmou John Hanke, CEO da Niantic Spatial.
Além das imagens coletadas por mais de 100 milhões de jogadores de Pokémon Go, a empresa também utiliza dados do jogo Ingress. Ao todo, são mais de 30 bilhões de imagens urbanas armazenadas, capturadas em diferentes horários, ângulos e condições climáticas.
Essa diversidade de registros aumenta a precisão dos sistemas de navegação. Combinadas às quatro câmeras instaladas em cada robô, as informações permitem à Coco Robotics estimar com maior exatidão a localização do destinatário das encomendas.
De acordo com Hanke, o objetivo final é criar um “mapa vivo”, capaz de simular o mundo com alto nível de detalhe e em múltiplas condições. A proposta é treinar robôs para reconhecer objetos e percorrer trajetos com eficiência próxima à de humanos.
“Ainda não chegamos lá, mas queremos chegar”, afirmou Brian McClendon, CTO da Niantic Spatial.
(Com informações de It Forum)
(Foto: Reprodução/Freepik)
Sentimento de insatisfação na carreira nem sempre está ligado apenas ao cansaço, explicam especialistas
Criminosos estão comprometendo ferramentas usadas por desenvolvedores, criando ciclo de infecções capaz de atingir milhares…
Estudos apontam mudanças em áreas do cérebro ligadas à aprendizagem, memória e tomada de decisões