Trabalhadores do Serpro de São Paulo rejeitam proposta de acordo; greve nacional é mantida
Greve nacional no Serpro – Nesta quinta-feira (29), os trabalhadores de São Paulo do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) decidiram, assim como todos os outros estados, a manter a paralisação na estatal, deflagrada na terça-feira (27). Os profissionais de São Paulo são representados pela Feittinf (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação) – a qual o Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP) faz parte.
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No dia em que a greve nacional foi oficializada, uma audiência de conciliação ocorreu no Tribunal Superior do Trabalho (TST), na qual o Ministro Aloysio Corrêa da Veiga apresentou uma proposta para a suspensão da greve. A audiência foi requerida pela direção do Serpro, que no entanto, não apresentou nenhuma proposta na ocasião. O magistrado determinou que a comissão de negociação dos trabalhadores do Serpro, se manifestasse a respeito da proposta até às 18h desta quinta. Após a realização das assembleias estaduais, a proposta foi rejeitada e a greve nacional, mantida.
A proposta feita à título de conciliação consistia em:
A assembleia nacional que oficializou a paralisação ocorreu na última semana, no dia 22 de agosto. A Campanha Salarial Nacional dos trabalhadores da estatal entrou em um impasse com a diretoria do Serpro, que apresentou uma proposta considerada insuficiente e após quatro rodadas de negociação, a possiblidade de acordo se mostrou nula.
A empresa pretende acabar com o anuênio e a licença-prêmio para os novos contratados, além de propostas insatisfatórias de reposição salarial e de benefícios como o Vale-Refeição (VR). Outro ponto de desacordo se dá pelo fato de que a estatal se nega a conceder o aumento do custeio no Plano de Saúde, atualmente na casa dos 40%. A CGPAR permite que esse custeio possa ser de até e 70%.
“O pleito dos trabalhadores é pela recomposição dos direitos perdidos em relação à licença-prêmio e ao anuênio. Além disso, a proposta apresentada não repõe o poder de compra dos empregados, principalmente em relação ao tíquete alimentação, que está bastante defasado, sendo esse um pleito de suma importância para os trabalhadores”, argumenta a representação dos trabalhadores.
Entre os pontos reivindicados pelos trabalhadores, estão:
Os representantes do Serpro insistem na mesma proposta feita na 3ª mesa, que prevê:
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