UE ameaça big techs em resposta a protecionismo de Trump
Protecionismo de Trump – A União Europeia (UE) está se preparando para adotar medidas retaliatórias contra o Vale do Silício, caso Donald Trump cumpra suas ameaças de importar tarifas ao bloco. A Comissão Europeia considera usar seu “instrumento anti-coerção” (ACI, na sigla em inglês), uma ferramenta criada para responder a tentativa de pressão econômica por meio de tarifas comerciais.
Fontes próximas à Comissão confirmaram que todas as opções estão sendo avaliadas, e o ACI surge como alternativa mais severa dentro do direito internacional. Esse instrumento, implementado em 2023, permite à UE impor restrições a serviços digitais e financeiros dos Estados Unidos, como revogar proteções de propriedade intelectual ou limitar o acesso de bancos e seguradoras ao mercado europeu.
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A tensão aumentou após declarações de Trump na última semana, afirmando que imporia “absolutamente” tarifas à EU, citando o déficit comercial dos EUA com a UE e as regulamentações do loco contra empresa de tecnologia norte-americanas como justificativa.
Na terça-feira (03), ministros do comércio dos países-membros se reuniram em Varsóvia para debater a questão. Embora haja consenso sobre a necessidade de medidas de defesa, alguns governos europeus demonstram cautela. Com o crescimento econômico fragilizado, há uma preocupação sobre os impactos de uma guerra comercial prolongada.
Maroš Šefčovič, comissionário de comércio, reforçou a disposição do bloco para negociar e evitar tarifas, mas alertou: “Se formos atingidos, reagiremos firmemente.”
Em 2018, quando Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, o bloco levou três meses para implementar contramedidas medidas retaliatórias sobre 2,8 bilhões de euros de bens dos EUA.
Diante desse cenário, o ministro do comércio da França, Laurent Saint-Martin, destacou que o bloco precisa agir com mais agilidade. A velocidade é uma das questões-chave, temos que estar prontos mais rápido do que da última vez. Temos que ser mais unidos e mais rápidos”, afirmou.
(Com informações de Folha de São Paulo)
(Foto: Freepik/Reprodução/saicle)
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