Wi-Fi gratuito pode ser ‘gêmeo mau’, golpe que rouba dados das vítimas
Wi-Fi – O golpe conhecido como Evil Twin — ou “gêmeo mau”, em tradução livre — consiste na criação de uma rede de Wi-Fi falsa que imita uma conexão pública autêntica. O objetivo dos cibercriminosos é enganar usuários distraídos e obter acesso a dados sensíveis, como senhas, informações bancárias e registros de navegação. Saiba como esse ataque funciona e o que fazer para se proteger ao usar redes públicas.
LEIA: IA desenvolve técnica promissora contra o câncer; veja
O termo Evil Twin descreve um tipo de ameaça cibernética em que hackers montam redes de Wi-Fi fraudulentas com aparência idêntica às legítimas. Ao se conectarem a essas redes enganosas, os usuários acabam expondo seus dados a criminosos.
Para tornar a fraude convincente, os golpistas escolhem nomes quase idênticos aos das redes oficiais. Eles também replicam páginas de login comuns, típicas de redes públicas, para induzir o preenchimento de credenciais e outras informações confidenciais.
Esse tipo de ataque costuma ocorrer em locais de grande circulação e com diversas opções de Wi-Fi gratuito — como cafés, aeroportos, hotéis ou bibliotecas. Nesses ambientes, os criminosos copiam o SSID (Service Set Identifier) da rede real e criam uma nova conexão com o mesmo nome, utilizando celulares, notebooks ou roteadores portáteis.
Após configurar o ponto de acesso falso, o invasor disponibiliza uma página de login manipulada. A fim de tornar a conexão mais atraente, o hacker pode se posicionar mais próximo da vítima para oferecer um sinal mais forte — aumentando a chance de que o usuário escolha sua rede sem notar a fraude.
Os perigos envolvidos nesse tipo de invasão são significativos. Ao se conectar a uma rede falsa, a vítima permite que o criminoso monitore sua navegação em tempo real, o que facilita o roubo de credenciais de acesso a e-mails, redes sociais e até plataformas bancárias.
Além disso, o hacker pode injetar vírus e malwares no dispositivo da vítima, comprometendo o funcionamento de smartphones, notebooks ou tablets. Muitas vezes, o usuário só percebe que foi alvo do golpe quando surgem transações bancárias suspeitas ou acessos indevidos a contas pessoais.
A principal medida de proteção é desconfiar de redes públicas com nomes duplicados ou parecidos, especialmente quando marcadas como “não seguras”. Outra ação importante é desativar a conexão automática a redes Wi-Fi públicas, evitando que o dispositivo se conecte sem o seu conhecimento.
Evite também inserir dados bancários ou acessar contas pessoais em redes abertas. Sempre que possível, utilize uma VPN para proteger sua navegação, e prefira sites com o protocolo HTTPS. Por fim, ative a autenticação em duas etapas para reforçar a segurança das suas contas online.
(Com informações de Tech Tudo)
(Foto: Reprodução/Freepik)
Sentimento de insatisfação na carreira nem sempre está ligado apenas ao cansaço, explicam especialistas
Criminosos estão comprometendo ferramentas usadas por desenvolvedores, criando ciclo de infecções capaz de atingir milhares…
Estudos apontam mudanças em áreas do cérebro ligadas à aprendizagem, memória e tomada de decisões