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Transplante de medula óssea – O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) realizou o primeiro transplante de medula óssea (TMO) alogênico da história da unidade, procedimento feito com células de um doador. O primeiro receptor passou pelo processo de condicionamento e recebeu a medula de sua irmã no mês passado.
O hospital recebeu credenciamento do Ministério da Saúde para realizar transplantes alogênicos no segundo semestre de 2025. Neste ano, foram concluídos todos os processos de padronização e as solicitações necessárias para que o primeiro procedimento fosse realizado.
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Antes disso, o HC-UFU já era habilitado para realizar o transplante autólogo desde 2019, modalidade em que o próprio paciente utiliza suas células para regeneração. Em 2024, o hospital ultrapassou a marca de 100 transplantes autólogos realizados. O número aumentou no ano seguinte: em 2025 foram registrados 152 procedimentos desse tipo.
O primeiro transplante alogênico contou com a participação e o apoio de enfermeiros especialistas em transplante de medula e de um médico hematologista do Hospital Beneficência Portuguesa (BP), parceiro do HC-UFU no Projeto TMO Brasil. A iniciativa é vinculada ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o transplante de medula alogênico é indicado em casos de doenças que afetam as células do sangue, como anemia aplástica grave, caracterizada pela falta de produção de células sanguíneas na medula óssea, mielodisplasias e alguns tipos de leucemias, câncer que compromete os leucócitos e altera sua função e velocidade de crescimento.
A chefe do Setor de Cuidados Especializados do HC-UFU, Thais Rezende Mendes, afirma que a expectativa é ampliar gradualmente a realização desse tipo de transplante.
“Nossa projeção é realizar, em média, aproximadamente 10 transplantes alogênicos ao longo deste ano, mantendo, de forma concomitante, a execução dos transplantes autólogos. Para tanto, dispomos de uma equipe multiprofissional altamente capacitada, que atua de maneira integrada em ambas as modalidades de transplante, além de quatro leitos destinados exclusivamente a esses procedimentos e de um Hospital Dia igualmente dedicado ao transplante de medula óssea”, afirmou Thais Rezende Mendes.
De acordo com o hematologista Elmiro Ribeiro Filho, até então os pacientes atendidos no HC-UFU que precisavam do transplante alogênico eram encaminhados para outras unidades de saúde. Com o início do serviço, moradores de Uberlândia e região poderão realizar o procedimento na própria cidade.
“É importante frisar que estamos começando a realizar os transplantes alogênicos agora. Então, a gente trabalha basicamente com o transplante alogênico aparentado, que pode ser totalmente compatível ou idêntico. Agora, aquele paciente que precisa de um transplante alogênico, mas não tem um doador familiar, a gente busca um doador no banco. Esse transplante com o doador do banco vai ser um passo futuro, mas para casos selecionados”, apontou Elmiro Ribeiro Filho, médico hematologista no HC-UFU.
(Com informações de Diário de Uberlândia)
(Foto: Reproduçãao/Freepik/dikushin)
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