Irã aponta infraestrutura de big techs ligadas aos EUA e Israel como novos alvos
Big techs – O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou nesta quarta-feira (11) que pretende atingir “centros econômicos e bancos” associados a interesses dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio. A advertência surge como reação ao que Teerã classificou como um ataque adversário contra uma instituição financeira iraniana.
Um porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya – grupo que a ONU considera ligado ao IRGC – afirmou que “o inimigo deixou nossas mãos livres para atacar centros econômicos e bancos pertencentes aos Estados Unidos e ao regime sionista na região”, acrescentando que “os americanos devem aguardar nossa contramedida e nossa resposta dolorosa”. No comunicado, também foi emitido um alerta de segurança: “as pessoas da região não devem estar a menos de um quilômetro de distância de bancos”.
A agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, ampliou o tom das ameaças ao publicar uma relação detalhada de escritórios e estruturas pertencentes a grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos com conexões com Israel, classificando-as como “novos alvos do Irã”.
Entre as companhias citadas estão Google, Microsoft, Palantir, IBM, Nvidia e Oracle. De acordo com o correspondente da Al Jazeera em Teerã, Maziar Motamedi, a lista inclui tanto escritórios quanto infraestruturas de computação em nuvem situadas em diversas cidades israelenses, além de instalações presentes em alguns países do Golfo Pérsico.
Segundo a justificativa apresentada pela agência, “à medida que o escopo da guerra regional se expande para uma guerra de infraestrutura, o escopo dos alvos legítimos do Irã também se expande”. O texto argumenta que tecnologias desenvolvidas por essas empresas estariam sendo utilizadas para aplicações militares.
Enquanto as ameaças ganham intensidade, novas explosões foram registradas em Teerã nesta quarta-feira. O governo iraniano afirma que forças dos Estados Unidos e de Israel bombardearam aproximadamente 10 mil locais civis no país e que mais de 1,3 mil civis morreram desde o início do conflito.
(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/DC Studio)
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