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Isenção do IR – A Câmara dos Deputados deu um passo histórico nesta quarta-feira (1º) ao aprovar por unanimidade (493 votos a favor) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil.
A proposta, uma das principais promessas de campanha do presidente Lula, agora segue para análise no Senado Federal antes de ser sancionada e entrar em vigor.
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O foco da medida é promover justiça tributária e aumentar o poder de compra da população. Atualmente, o limite de isenção é de R$ 3.036. Com a nova regra, a previsão é beneficiar mais de 16 milhões de contribuintes, que terão um alívio direto em seus orçamentos anuais.
Como isso afeta o seu bolso
A principal mudança é a isenção total para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Para isso, o projeto prevê um desconto de até R$ 312,89 no imposto que seria devido, zerando a cobrança para essa faixa de renda. Isso representa uma economia de quase R$ 4 mil no bolso desses trabalhadores e trabalhadoras.
Para quem se enquadra na faixa intermediária, entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto parcial que diminui progressivamente conforme o salário aumenta. Abaixo, uma tabela comparativa mostra a economia mensal que os trabalhadores terão com a nova regra, que valerá para os rendimentos recebidos a partir de janeiro de 2026.
Faixa Salarial (Renda Mensal) Economia com Imposto de Renda (Mensal)
Até R$ 5.000 R$ 312,89 (Isenção total)
R$ 5.100 R$ 299,58
R$ 6.000 R$ 179,75
R$ 7.000 R$ 46,60
De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 Desconto progressivo (fórmula: R$ 978,62 – 0,133145 x renda)
Acima de R$ 7.350 Sem desconto (regra atual mantida)
Fonte: Cálculos com base na proposta aprovada na Câmara, conforme informações publicadas na Folha de S.Paulo.
Taxação dos mais ricos
Com a celebração do presidente Lula, que classificou a aprovação como uma “vitória em favor da justiça tributária”, a expectativa é de que o projeto tenha tramitação rápida no Senado. A ministra Gleisi Hoffmann e o próprio presidente afirmaram que já houve sinais positivos dos senadores.
Para compensar a renúncia fiscal, estimada em R$ 25,8 bilhões, o projeto cria uma contribuição mínima para os mais ricos. Pessoas com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil mensais) pagarão uma alíquota progressiva de até 10% sobre o que exceder esse limite.
A medida deve atingir cerca de 140 mil contribuintes, uma parcela pequena da população, e, segundo o relator, deputado Arthur Lira, ainda deve gerar uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027.
Aprovada no Senado, a nova tabela do Imposto de Renda promete reconfigurar o sistema tributário brasileiro, desonerando a classe média e trabalhadores e colocando mais peso nos ombros dos que mais ganham, em linha com o discurso de combate à desigualdade do governo.
(Com informações de Agência Brasil, Folha de S. Paulo e CNN)
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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